Bom, fiquei muitíssimo tempo longe do Blog. Foi a correria do dia a dia mesmo.
Acabei ficando sem tempo pra poder blogar, fofocar...
Agora estou de volta, porque também adoro isso aqui.
Beijos
Comer, beber, amar...
terça-feira, 5 de março de 2013
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Meu grande amor
Paralela a faculdade tive um grande amor, e pode ter certeza que não é este que você que me conhece está pensando. É um amor com “olhos de ressaca”, cheiro de chocolate e um sorriso incrível. Confesso ainda chorar quando lembro a forma carinhosa que nos tratávamos, ou como na maioria das vezes eu dependia deste amor pra fazer coisas simples. Da forma como mesmo sendo tão grande me sentia pequena ao seu lado, já que é tão perfeito.
Era simplesmente fantástica a forma como este meu amor ficava no chão tomando cerveja e me deixava voar, suspirar e sofrer por um outro que não merecia o zelo que eu dedicava. Gostava da sua voz meiga cantando sempre a mesma música, enquanto segurava um cigarro e arranhava uns acordes no violão. Cigarro que eu detestava, mas que, misturado ao seu cheiro de chocolate me fazia ficar acordada, olhando pro seu rosto delicado e pedindo a Deus para cuidar dos seus sonhos.
Sua alma era nervosa, mas o coração leve feito vento. Sinto saudade de estar ao seu lado, vendo um filme ou ouvindo aquela risada gostosa e acordar de manha com bom humor só porque estávamos juntos.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Da África para o Brasil
Ela veio lá de longe. Da terra de Kady até aqui são aproximadamente 9mil km. É muito chão pra correr e muito mar pra atravessar. O motivo da saída da África para o Brasil, mais precisamente a Capital das Pedras Preciosas, é um só, estudar. Há dois anos já é um pouco brasileira, morou por sete meses na terra do Corcovado, conheceu Ipanema e andou pelas ruas do Leblon, aprendeu a nova língua, o português, já que em seu país se fala francês. Conversando com ela a gente tem que pedir pra repetir algumas coisas já que o “r” dela traz uma pronúncia mais arrastada. Chegou em Teófilo Otoni e estuda economia na UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha), quer apresentar um artigo, montar teses e voltar ao seu lugar de origem. E lá como é? Não, Benin não é a terra do Kuduro, isso aí que você pensou é Angola, lá em Benin se come inhame socado no pilão.
Kady já fez amigos e tem um anjo da guarda. A vizinha que ela chama de mãe, aquele tipo de mulher que gosta de ajudar, cuida da filha preta com esse jeito carinhoso brasileiro, mais precisamente, com o jeito mineiro de ser. Para a negra de 24 anos, olhar forte, sorriso largo e escandaloso tudo é novidade. Tudo é motivo de alegria, a faculdade, os colegas, a professora a praça da Teófilo Otoni pequena. Além de estudar muito, ela faz traduções de alguns artigos do francês para o português e diz com imposição. “ Non, non, eu non uso Google, eu traduzir sozinha”. Até aqui não tem sido nada fácil pra ela, achei estranho, mas não tem um computador para fazer seus trabalhos acadêmicos ou montar um blog e contar pra várias pessoas ao mesmo tempo a experiência de sair de casa e morar em outra nação que antes ela só conhecia pela TV ou por fotos.
Neste lugar abençoado por Deus a africana quer apresentar quem mora por estas bandas um pouco da cultura dela, quer contar histórias de lá, criar estilo, deixar sua marca. Nas horas vagas ensina francês para alguns colegas, passeia, come da nossa comida, ouve nossa música, é apresentada ao Brasil de um jeito mais sutil e divertido que o habitual. Kady não só samba ela cria ritmo por aqui.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Coisas que nunca mudam
Existem coisas que nunca mudam, já dizia a propaganda do novo Palio da FIAT. “O problema não é com você, é comigo”. Pára, que esse clichê é terrível. E mulheres, se você têm mais de 21 anos, isso significa que aquele bofinho que você adorou ficar está de olho em uma chica de 15 ou até 18 anos, no máximo.
Esses dias estava conversando com um desses rapazes que se fantasiam de caras legais e muito afins da gente e ele me disse: “É sério, o problema não é com você, é comigo”. Parei, pensei e disse: “Que bom que o problema é com você e não comigo. Porque eu tenho tanta coisa na cabeça e não posso parar pra pensar em qual seria o meu problema”. Um mês depois, uma colega veio me contando que tinha terminado com o cara que estava ficando e o que ele disse? Quem adivinha? Falou com ela que ia terminar, mas não era nada com ela, que ela era uma menina muito bonita e bacana. Resumindo: O problema não é com você é comigo.
Não sei por que insistem em terem tantos problemas com eles. Vá carregar esse fardo sozinho então, demônio! Já nos basta as dores de cólicas, pés, depilação... Nossa, fazer a sobrancelha é a que mais dói. E aí vem homem com problema de relacionamento com ele mesmo... Então se o problema é com você, queridinho, prefiro que não saia de casa.
Homens reclamam de como somos complicadas, mas juro que não entendo a graça de assistir futebol. Em tomar cerveja eu acho graça sim! Na roda deles só se discute futebol, futebol, futebol. Aí mudam de assunto: vídeo game, vídeo game, vídeo game, vídeo game. Pra última rodada: Ah sim, “vou embora gente, porque a dona tá me esperando em casa”. Cabeça estranha que só tem bola nela. Hum... Cabeça de homem tem carro também, e mesmo com pesquisas que comprovam como dirigimos MUITO melhor que eles, insistem que “mulher no volante, perigo constante”. Lê-se: “Homem do lado, perigo dobrado”.
Mas o que realmente nunca muda é que adoramos o tal do sexo oposto. Eu mesma adoro colo de homem. O jeito como passam a mão no meu cabelo ou o jeito que olham pra gente quando estamos com eles. É bom, né? Naquele filme Todo Gato Vira Lata meio que mostra uma regrinha de como fazer o gato correr atrás da gente. Na verdade, já sabemos! É só ignorar, não atender telefonemas, esperar o celular tocar 9 vezes, mostrar que está bem sem ele, não aceitar pra sair logo, quando ele quiser falar sobre o relacionamento. Só que a gente não consegue, fazer “cu doce” é difícil. Não parece, mas é. Mas como dito: Existem coisas que nunca mudam!
domingo, 8 de janeiro de 2012
Tô de regime
Esses dias estava na fila do supermercado e vi a chamada de uma revista escrito: Emagreci 15kg com chá verde e limão! Juro que na hora pensei: Tá, sei, se isso não for photoshop essa mulher deve ter passado uma fome, um desejo de comer um super hambúrguer pra tá com esse corpão. Ou aconteceu ao contrário e o limão que a chupou. Uma ilusão as pessoas acharem que deixarão de ser gordas com dietas milagrosas. E olha que quem está dizendo isto é uma especialista em regimes. Fiz vários desde os 8 anos de idade e no último emagreci 15 kg, mas com ajuda de uma nutricionista. Só que por agora estou com preguiça de continuar e tirei férias de regime. Fim de ano não tem jeito mesmo.
Uma vez fiz o regime japonês. Esse é muito legal, funciona assim: No café da manhã uma xícara de café ou chá sem açúcar, almoço 2 ovos, lanche a mesma coisa que o café e 2 fatias de presunto no jantar. Eu faltava desmaiar de fome, 5 dias assim é um suplício, mas emagreci os 5kg que o regime prometia. A mulher da revista deve ter feito ele, aí tomou chá de limão. Vou contar pra vocês o que realmente emagrece. Acordar cedo e fazer uma boa caminhada, comer de 3 em 3 horas, comer verduras, frutas, tomar leite, diminuir ou eliminar o açúcar. Aí sim, você será uma mulher BOA. Poderá até sair na capa de uma revista, se quiser.
Aliás, menina gordinha sofre. Tadinha da gente! Quando tinha concurso de beleza na escola do tipo garota primavera, miss escola, a mais bela, etc, eu nunca participava, mas era LOUCA pra ser garota alguma coisa. Só eu nunca concorria. Me lembro de que uma vez todo mundo que participou foi alguma coisa, miss simpática, miss fofura e eu com raiva pensava: se soubesse que todo mundo ia ganhar, eu tinha concorrido. Gordinha como sou jamais ganharei um concurso de beleza!
Ainda continuo presa a regimes e tentando emagrecer, mas não sou mais totalmente escrava dos padrões de beleza. Confesso que a gente sempre é um pouco escrava, no cabelo, na maquiagem, sapato, etc. Nem tem como correr disso e ser um ET na rua. Só que agora, mesmo usando G, porque o meu GG ficou em 2011, me daria a ousadia de entrar em um concurso de beleza, de jogar charminho pra um cara que eu considere bonito/interessante e no fim das cotas eu sairia com ele e me sentiria bem, linda e GOSTOSA.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Bárbara e os sapatos
Quando eu era mais nova nunca achava sapatos, meu pé parecia um pão. Não cabia na sandália, na rasteirinha, no chinelo, no tênis... Meu pé chegava a não caber em um tênis! Mas sempre tem uma tia que resolve as coisas. Vinham uns sapatos pra mim lá de Curitiba, que uma parenta de um parente que tinha uma prima que calçava 39/40 comprava em algum lugar. Aí pronto, problema resolvido! Você acha, né?! Nadinha, eu me embelezava, ia para as resenhas e meu pé doía tanto. O pensamento da menina de 12 anos era o seguinte: “Nossa, acho que só pé de mulher gorda dói”. Eu não acreditava que apenas duas horas em cima de um salto fazia o pé doer tanto, é sério.
Passou, de 16 para 17 anos emagreci 20 quilos. Isso não significou que eu estava esbelta, uma Luana Piovani. Significou vestir entre 40 ou 42. Mas... Mas o meu pé continuava doendo! Como já estava mais velha, usava um salto maior ainda e reparava as mulheres dançando, o que para mim significava sem dor no pé. Me lembro de ter ido embora de uma festa de tanto que meu pé doía. Estava com aqueles scarpins, o bico da frente era tão estreito que juntava todos os meus dedos. Nossa, quando cheguei em casa e tirei parecia ter ganhado na Mega Sena.
Novamente o tempo passou, nessa altura do campeonato já estava na faculdade e o pezinho 39? Ia para Monalisa e chegava em casa só o lixo. Depois de um ano morando em Valadares conheci uma mulher que mudou minha vida. Descobri que todos os pés doíam. A Nêga não me fez só descobrir que mulheres magras sentiam as mesmas dores e incômodos que eu, ela me ensinou a ousar mais na maquiagem, diminuir o tamanho da argola, que algumas roupas deveriam ser mais compridas e que o bacana é ser mulher moderna e independente. Me lembro da Nêga dizendo: “Amiga, deixa eu passar um batom em você, mulher tem que andar maquiada”. Enfim, ela ia para a boate com um sapato lindo do salto enorme, gigante e chegava em casa calçada. Isso mesmo, ela não tirava o sapato dentro do carro, como eu faço quando entro nele. Ela diz: “Meu pé pode sangrar, mas tirar o sapato? Gata, jamais...”
Agora eu já descobri o segredo. Todos os pés doem, doem muito, é só você reparar as artimanhas usadas pelas mulheres pra disfarçar, pra aliviar um pouco. Em uma festa, se a mulher meio que dobrar o joelho, andar mais devagar, ficar parada que nem estátua, escorar demais no namorado (esse disfarce é o mais engraçado), sentar e rodar o calcanhar pode começar a rir. O pé dela está sentindo a dor do parto. Até as que dançam a bebida ajuda a aliviar a dor, mas mesmo assim. Dor nos pés, meu amor, são para todas!
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Meias trocadas
Sempre acreditei no amor. Não aqueles de novela, em que as pessoas se amam e fazem sexo o dia todo. Acredito em um amor mais realista, aquele que a gente briga, odeia de um dia para o outro, grita e diz que vai esquecer, mas depois de algumas horas não se aguenta de saudade, liga e fica horas no telefone falando que ama. Eu inclusive digo em alto e bom som que quero casar, ter filhos, cuidar da casa, do marido, acordar de manhã para fazer café, passar roupas, vida de Amélia mesmo.
Só que agora... Agora eu quero me permitir um pouco, conhecer gente diferente, descansar da canseira que o AMOR dá. Quero não dar muita importância ou valor para algumas pessoas. É que a dedicação cansa. Demora, mas você cansa. Pode não deixar de amar, ou simplesmente odiar, aquele ódio que significa amor escondido. A gente cansa de esperar o telefone tocar, a carta chegar pelo correio, a janelinha do MSN piscar lentamente. Cansa, inclusive, de desejar coisas boas, coisas prósperas, um futuro. Um futuro que você também fez questão de cuidar junto, ou pelo menos tentou e não teve resultado. Às vezes ficamos ocupados demais... Uma pena! Porque não acredito na frase “estou sem tempo”.
É um "eu quero" e um "eu não posso e não quero", a cabeça que fica uma confusão que ... Ufa, tem que ter um jeito do tempo curar a confusão, que nem Omo tira sujeira das roupas de criança sapeca. Ah, vai passar mesmo! Pode ficar uma lembrança boa ou ruim, ou não ficar nada, nadinha. “O tempo não para”, a cabeça da gente não para, o mundo não para. E se ele girar, rodar, atravessar, pular e voltar pro mesmo lugar? É como se você não quisesse mudar e ficasse o tempo todo olhando no espelho e enxergasse somente os quilinhos a mais. E cá entre nós, odiamos os quilinhos a mais! Até amor demais estressa. Se não te estressar, te tira do sério. E se voltar ao tempo te fizer bem e não mal? Aí! Tá vendo eu confundindo tudo de novo?
Sem empolgação, sem planejar, sem querer, sem desejar, só deixar acontecer. Mas a gente quer fazer acontecer, e é exatamente nestas horas que trocamos os pés pelas mãos, que calçamos as meias trocadas. Mas e se eu quiser andar com as meias trocadas com um pé de uma cor e o outro de outra cor? E se eu quiser tomar banho de chuva, usar luvas e tirar o óculos de sol? Se a gente se machucar e ficar com medo da chuva, de ser uma pedra sempre parada no mesmo lugar? Ah Raul, “ dos amores que a vida me trouxe e eu não pude viver (...), e ninguém neste mundo é feliz tendo amado uma vez”.
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